quinta-feira, 2 de julho de 2015

Em evidência na TV, sexo não é isca para fisgar público, dizem criadores 20

Tirem os conservadores da sala porque a teledramaturgia brasileira perdeu de vez a vergonha de falar de sexo. Seja na pornochanchada da Boca do Lixo retratada em "Magnífica 70", da HBO, ou no submundo da prostituição em "Verdades Secretas", o pudor em relação a cenas mais quentes está diminuindo gradualmente nas produções das TVs aberta e fechada. Prova disso foi a sequência do primeiro book rosa de Giovana (Ágatha Moreira) na novela das 23h, exibida na última terça-feira (29), que teve direito até a orgia.

Difícil também não lembrar do furor nas redes sociais com a nudez de Paolla Oliveira há alguns meses em "Felizes para Sempre?" ou do burburinho em torno dos encontros picantes entre os personagens de Dira Paes e Cauã Reymond em "Amores Roubados".

Autores e diretores ouvidos, no entanto, garantem que o tema não é chamariz para atrair ibope, mas sim uma ferramenta a serviço da narrativa. "A televisão não faz isso como uma isca. Estou há 18 anos na Globo e nunca vi alguém virar pra mim e dizer: 'Põe um pouco de sexo pra dar audiência'", conta o diretor José Alvarenga, um dos criadores da série "O Caçador", exibida no ano passado, que trazia cenas quentes de Cauã, Cleo Pires e Nanda Costa, entre outros.

Fabio Danesi, um dos criadores da série "O Negócio", da HBO, que retrata o dia a dia de garotas de programa de luxo, diz que "pode parecer absurdo", mas as pessoas preferem boas histórias aos elementos mais picantes.

"Se sexo e nudez, por si sós, dessem audiência, os canais não passariam outra coisa e todos os roteiristas estariam desempregados. Se contribuírem pras histórias, ótimo, isso ajuda. Se forem apenas recursos apelativos, a série vai ficar restrita a um nicho, vai ser uma série pra maiores de 18 anos assistida por garotos de 15", afirma.

Para o autor de "Verdades", Walcyr Carrasco, é inegável que o tema desperta a curiosidade dos espectadores. "Sexo sem dúvida interessa as pessoas. Muitos medos e dúvidas estão envolvidos na vida sexual de cada um, e quando isso é discutido na TV ajuda as pessoas a refletirem sobre suas próprias questões e seus relacionamentos. Acho que, ao discutir sexo, francamente, a novela presta um serviço.

Muitos pais e mães já me procuraram porque não tinham consciência de armadilhas que podem cercar os filhos", diz.

Na opinião do novelista, trazer o tema à tona é, inclusive, uma contribuição para o público. "A literatura em todas as épocas discutiu temas sexuais, e disso surgiram grandes clássicos, como 'Madame Bovary', de Flaubert, ou 'Anna Kareninna', de Tolstoi. É preciso tratar o assunto com bom gosto, como fizeram os os grandes mestres da literatura", acredita ele, que se admirou com a repercussão da nudez de Rodrigo Lombardi no primeiro capítulo. "Eu fiquei surpreso. Mas foi natural, muitos casais se comportam assim depois de um relação, com extrema liberdade", garante.

Outras produções nacionais como a novela "O Rebu" e a série "A Segunda Vez", do Multishow, também investem em cenas mais ousadas. Para Alvarenga, não existe motivo para se evitar falar de sexo, que é um componente do universo adulto.

"Quando a gente parte pra criar séries adultas está contextualizando emoções, complexidades, racionalidades do mundo adulto. Sexo está nas nossas conversas pessoais, por que não estaria nas conversas dos personagens? O público quer se ver na dramaturgia", opina.

O diretor cita "Game of Thrones" como exemplo de uma série que usa o assunto dentro de um contexto. "Ela fala de uma época medieval, que tinha brutalidade, o sexo não tem como não aparecer. No episódio em que a rainha Cersei (Lena Headey) caminha nua por uma escadaria, a nudez significava outra coisa. A dramaturgia, quando pretende ser adulta, tem essa queixa dos fundamentalistas, mas a maturidade sempre vai vencer", afirma.

Diretor aposta em avanço

Apesar de dizer que o Brasil "encaretou", o diretor não acredita que o número séries e novelas com o tema vá diminuir devido a a um certo conservadorismo atual, que provocou rejeição aos temas mais pesados de "Babilônia", por exemplo.

"Fico muito assustado com o jeito que a sociedade está. Mais que caretice tem uma falta de afetividade, as pessoas estão se distanciando. Reação é normal, mas televisão tem que caminhar pra frente. Se a gente recuar, as pessoas vão ficar vendo as mesmas coisas. Respeito as diferenças, mas temos que avançar. É preciso reabrir esse diálogo", conta.

Danesi também considera os eventuais protestos uma reação natural: "Tem gente que precisa reclamar, se não reclamar sente falta de ar, sofre ataque cardíaco.

Reclamar é uma necessidade pra algumas pessoas. É um remédio de pressão. Mas se a história for boa, vai ter mais gente assistindo e gostando do que gente reclamando. E isso é o que importa".

No entanto, ele crê na longevidade do tema. "Prostitutas e vampiros sempre vão estar presente na dramaturgia. Nunca vão sair de moda", aposta.

Robin Thicke diz que foi "descuidado" no julgamento do caso "Blurred Lines"

O cantor e compositor Robin Thicke disse em entrevista ao jornal "The New York Times" que foi "descuidado" no julgamento do caso da música "Blurred Lines", acusada de ser um plágio de "Got to Give It  Up", lançada por Marvin Gaye em 1977. Segundo o testemunho de Thicke, que foi condenado junto com Pharrell Willians a pagar US$ 7,3 milhões à família de Gaye, seu "descuido" ocorreu por causa da recente separação de sua mulher.

Na entrevista, Thicke falou publicamente sobre o julgamento do caso pela primeira vez e disse que eloe sabe a diferença entre "inspiração e roubo". "Eu estou constantemente inspirado, mas eu nunca roubaria [a canção de alguém]. Nem Pharrell", disse o músico.

Questionado se ele mantém o testemunho que deu durante o julgamento, Thicke disse que ele estava passando por um período difícil em sua vida pessoal e pareceu sugerir que o que disse sob juramento não é totalmente válido.

"Quando eu prestei depoimento, fazia duas semanadas que tinha me separado de minha mulher", explicou o compositor, antes de se recusar a entrar em detalhes. "Eu estava passando por um inferno pessoal naquele momento. E eu fui descuidado no depoimento. Eu não posso entrar em detalhes sobre o que eu disse no depoimento sobre aquilo porque o processo continua em andamento."

Após a condenação, ocorrida em março, Thicke e Pharrell decidiram recorrer da decisão.
Thicke e sua ex-mulher, Paula Patton, se separaram em fevereiro deste ano, e o divórcio foi concluído em março. Eles ficaram casados por nove anos.

Ele e Pharrel foram processados pelos filhos de Gaye, Nona, Frankie e Marvin Gaye 3º, que herdaram os direitos autorais da lenda do soul após sua morte, em 1984.

Ao comentar o veredicto em março, o advogado de Thicke e Pharrrel, Howard E. King, disse que eles apelariam da decisão, "pois devem isso aos compositores em todo o mundo".

Especua-se que Pharrell e Thicke faturaram mais de US$ 5 milhões, cada, com "Blurred Lines", single vencedor do prêmio Grammy. Os lucros totais do single são estimados em mais de US$ 16 milhões, com a venda de mais de 1 milhão de cópias no Reino Unido.

Após fim do Restart, Pe Lu e Koba produzem próximo disco da banda Fly Comente

Há pouco mais de cinco anos era praticamente impossível não ouvir uma música da banda Restart nas rádios. O grupo, que estourou em 2009, anunciou no dia 17 de março que estava se separando. Quase quatro meses depois, Pe Lanza, Pe Lucas, Koba e Thomas estão fazendo projetos solos. Mas eles continuam amigos e não descartam um retorno. "Acho bem possível um retorno, para alegria de uns e tristeza de outros", disse Pe Lucas, em entrevista.

Neste período longe dos palcos, Pe Lucas e Koba passaram a atuar como produtores musicais. A principal aposta da dupla é o trio Fly, uma boy-band adolescente que em pouco tempo de existência já gravou um disco e vai lançar em breve o EP "Mais Um" com cinco faixas.
 
"A produção do Fly foi um baita desafio. Estávamos acostumados com o ritmo da banda, com guitarra, baixo e bateria, e de repente temos a nossa frente um trio vocal. O desafio foi dar outra roupagem para a música", contou Pe Lucas. "Não tenho visto muita gente fazendo pop no Brasil. Os meninos são muito bons", garante. 
 
O grupo, formado por Caique Gama, Nathan Barone e Paulo Castagnoli, se apresentará neste domingo (5) na Festa Junina da Portuguesa (no estádio do Canindé). Na mesma noite, a cantora Anitta também fará show.
 
Já Pe Lanza está trabalhando em um EP solo que deverá ser lançado no próximo mês e terá a participação de Thomas na bateria. Os dois também estão trabalhando como produtores e até viajaram para os EUA para acompanhar algumas bandas. Os dois, no entanto, ainda não têm uma banda sob sua responsabilidade, assim como Pe Lucas e Koba. 
 
Experiência do Restart
 
Pe Lucas deu algumas valiosas dicas para os integrantes do Fly. "Eles nunca tinham ido a uma entrevista na rádio nem em premiações. Dei dicas sobre como eles poderiam controlar o nervosismo". 
 
Porém, a dica mais importante que ele deu foi sobre algo que ninguém nunca lhe alertou. "Parece simples, mas disse para eles cuidarem da voz. É muito fácil esquecer disso quando você é convidado para várias festas. É divertido, é legal, mas a voz é primordial. Não pode descuidar", contou. "Disse também que todo mundo vai duvidar deles. Vão duvidar que eles sabem cantar, que eles sabem compor. Eles vão ser cobrados de todos os lados. Vai ser uma merda. Eu sei. Eu passei por isso. É por isso que eles precisam ser os melhores e se cuidarem".
 
Além da produção, Pe Lu mata a saudade dos palcos com o projeto paralelo batizado de "We Are Selva" de música eletrônica, além de ter gravado recentemente uma música com a cantora Manu Gavassi. 
 
Sobre o futuro do Restart, Pe Lu é otimista. "É muito fácil nós voltarmos", garante. "Nunca brigamos. Continuamos amigos. Fizemos uma pausa criativa, até para ter saudade", explicou. "No final do ano estamos combinando de nos encontrarmos para falar sobre a banda, compor algo junto e ver o que acontece".